Segunda-feira, 10.05.10

Na maioria dos casos a nossa relação com os outros é nada mais que uma relação connosco mesmos mas por procuração e filtrada por um orgão de interpretação menos previsível. Num extremo perdemos a lucidez e a razão apenas quando descontraímos a predictabilidade da nossa percepção.

 

O que isto quer dizer é que a nossa percepção de nós mesmos é previsível: o Ego faz tudo o que pode para se proteger e para alimentar a imagem que quer ter de si mesmo. Desta forma, tudo o que pensamos acerca de nós mesmos é-nos inteiramente previsível, para um narcisista todos os pensamentos e interpretações serão inteiramente focadas no seu próprio sentido de ser, mas para todos nós a interpretação do mundo à nossa volta é constante e previsivelmente contaminado por esta necessidade que o Ego sente de se sustentar como se fosse uma entidade real e autónoma. Assim, a nossa relação com as outras pessoas é um jogo constante de tentarmos obter a aprovação deles, de lhes obter a admiração e empatia. Por muito velada que seja esta necessidade, é fácil apercebermo-nos que a nossa relação com os outros está sempre subjugada a esta necessidade que o ego tem de se validar como entidade individual.A libertação ou iluminação remove este filtro tão previsível, ao nos apercebermos da nossa natureza verdadeira, o Ego dissolve-se e com ele dissolve-se a nossa tendência para ver tudo em termos duais. As coisas passam a ser como são e como tal que as vemos, deixamos de ver o mundo em relação ao nosso conceito de nós mesmos. Neste estado, a nossa visão do mundo deixa de ser filtrada seja pelo que for, deixa de haver uma distinção entre nós e os outros. A nossa interpretação do que são "os outros" perde a predictabilidade. Para quem nos vê neste estado, parece que perdemos a lucidez. Na ausência de mente dual e de classificações, parecemos ter perdido a razão.E é neste estado de mente que atingimos a verdadeira compaixão: só temos verdadeira compaixão quando a nossa mente deixa de ver os outros como entes de existência própria, separada da nossa.



Zen Portugal às 02:13 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 17.03.10

No Budismo fala-se com frequência de sofrimento (dukha) e de como todo o processo de libertação põe fim ao sofrimento. Claro que sermos capazes de apreender a nossa verdadeira natureza claramente e a um nível intuitivo é o passo determinante para a nossa libertação, mas até lá a questão mantém-se: o que gera o sofrimento?
De acordo com as Sutras, o sofrimento tem quatro causas principais:

  1. Estar separado ou longe de quem se gosta
  2. Estar com quem detesta
  3. Querer o que não se tem
  4. Ter o que não se quer

Estas causas parecem tão simples que a sua compreensão é directa. O leitor pode sem grande esforço avaliar-lhes a veracidade. As duas primeiras têm a ver com as nossas relações com as pessoas à nossa volta e as duas últimas com o nosso sentido de possessão e de aquisição. Assim, sofremos quando não nos pudemos dar com quem queremos e sofremos quando não possuímos o que queremos.Isto poderia levar-nos a pensar que uma vida ascética seria a via mais segura para a libertação, mas a verdade é que, independentemente da vida que se leve, basta que uma destas causas apareça, o sofrimento estar-lhe-á perto no encalço.
Só ao apreendermos a nossa verdadeira natureza é que realizamos a verdade de que não há ninguém de que estejamos longe nem perto, e muito menos alguém de que se goste ou desgoste, a mente dual que classifica tudo em termos de opostos, cessa e com ela cessa o nosso processo constante de classificar tudo à nossa volta. Cessa assim o sofrimento.



Zen Portugal às 16:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 14.03.10



Zen Portugal às 23:24 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.01.10

Claro que este é um tópico que tem a tendência de se tornar contencioso e cujo debate parece não ter fim. mas o Buda contou uma história que ilustra as principais diferenças entre o Budismo e o Cristianismo, Judaísmo e Islão: imagine-se um soldado numa batalha medieval.  A meio da batalha uma flecha atinge-o na perna e o pobre soldado cai no chão contorcido com dores. Pensemos agora no que é mais importante para o soldado: extrair a flecha e começar a curar a ferida, ou continuar com a dor e flecha cravada na perna, enquanto ele debate a origem da flecha, tenta descobrir quem a fez, quem a disparou, o arco que flecha fez no ar, etc.? Claro que dada a agonia de ter sido atingido pela flecha o soldado estará muitíssimo mais interessado em a tirar e em se curar do que em se envolver em debates inúteis sobre a natureza da flecha e do seu infortúnio.
De forma similar, o Budismo está muito mais interessado em endereçar e eliminar o nosso sofrimento do quem debater a nossa condição. A existência de um Deus é um assunto periférico no Budismo, questões sobre a origem e o fim do Mundo são postas no âmbito das Ciências em vez do âmbito religioso e a moralidade é algo que cada um de nós desenvolve como humanos e não algo que é imposto por deuses ou pelos intérpretes do deuses.
Assim, há uma corrente de debate no Ocidente que diz que o Budismo não é uma religião porque não tem a existência de um Deus ou Deuses como fulcro da sua teologia. Se o Budismo é ou não uma religião é periférico à nossa prática: o que estamos interessados é em melhorar a nossa vida e o mundo à nossa volta, queremos tirar rapidamente a flecha que nos atormenta e sabemos que só nós é que o pudemos fazer, que num ente se vai materializar para nos extrair a flecha.
No fim, o que nos distingue das religiões Ocidentais é um ênfase muito maior na responsabilidade individual e no pragmatismo.



Zen Portugal às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 21.01.10

O Budismo ensina-nos que a realidade se caracteriza por três qualidades básicas:

  • Impermanência - esta característica ou qualidade é evidente: nada dura para sempre, sejam bens materiais ou espirituais, estados mentais, o mundo à nossa volta, nada é permanente. O que nós somos hoje há-de mudar, da mesma forma que mudámos desde que éramos pequenos e haveremos de continuar a mudar até morrer. Até a mais alta montanha se desgasta até nada restar dela. Uma grande ilusão a que nos prendemos é que há coisas que não mudam... retórica àparte, tudo muda e nada é permanente.
  • Sofrimento - a nossa naturêza é inescapável ao sofrimento, no nosso desespêro de tornar algo constante, geramos sofrimento. "Sofrimento" não deve ser entendido só como dôr física ou grande depressão ou desespêro mas também como insatisfação. Na realidade, se o termo não fosse tão restrito, "insatisfação" seria a maneira de descrever o sofrimento que normalmente mais nos atormenta. É a insatisfação de nunca termos nada "perfeito", de estarmos sempre com um pequeno desconforto qualquer, de não nos considerarmos à altura das nossas ilusões, na realidade, a nossa vida é quase uma sucessão ininterrupta de pequenas insatisfações entremeadas de maior sofrimento. De um ponto de vista Budista, esta insatisfação e sofrimento advêm da nossa tendência de nos apegarmos a ideias e conceitos incorrectos ou de tentarmos constantemente justificar o nosso Ego. Sofremos porque vemos um mundo à nossa volta que não segue o papel que lhe destinámos e sofremos porque não realizamos as duas outras características da existência: não aceitamos que tudo passa e nada é permanente e queremos com toda a força que algo tenha naturêza própria, queremos que o ditame de Descartes seja verdade: queremos existir só por ventura de pensarmos, mas temos sempre resquícios de dúvida e são estas minúsculas dúvidas que entram em conflicto com a nossa necessidade de certêza e criam sofrimento.
  • Vazio - no contexto do Budismo, o "vazio" não deve ser entendido como "vácuo", como ausência de ser, mas sim como ausência de naturêza própria independente. O que quero dizer com isto é que nada tem naturêza própria, que tudo depende do que lhe está à volta do que aconteceu anteriormente. o vazio Budista indica que a realidade não pode ser entendida como a soma das partes mas sim como um todo. Cada um de nós existe como função do mundo à nossa volta e de quem fomos no passado. O que fomos (e como fomos) há 5, 10, 15 minutos ou há 1, 2, 3 horas ou há anos atrás, combina-se com o mesmo processo de cada elemento à nossa volta para produzir o que somos a cada instante. Óbviamente isto não implica que não existimos mas sim que a nossa existência não é independente. O prícipio do vazio é central ao Budismo Mahayana (Budismo do Norte) e é fulcral para o Chan. Se sofremos constantemente à conta das pequenas insatisfações diàrias, ainda maior é o nosso sofrimento quando antevemos a possibilidade de não existirmos como entes independentes. O nosso Ego fabrica-se a si mesmo e resiste com toda a força a debater esta possibilidade. Paradoxalmente, só quando compreendemos e internalizamos esta verdade: que não temos naturêza própria e que o nosso conceito de "eu" é uma ilusão, é que começamos a vislumbrar a libertaçao.

A prática do Chan tem como fim libertar-nos do sofrimento e um dos primeiros passos nessa via é precisamente sermos capazes de aceitar e compreender estas três características da realidade.



Zen Portugal às 19:14 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sexta-feira, 18.12.09

A prática formal da meditação vai tendo um efeito gradual na nossa mente. Mesmo que não se pratique mais nenhuma forma de meditação que a que aqui temos apresentamos, é certo que se observarão resultados, a mente acalma e começamos a desenvolver um sentido mais apurado de introspecção. O processo de ficar só a observar a mente e o mundo à nossa volta sem se tentar interferir num ou no outro é o que se chama em Chan "Iluminação Silenciosa" (shikantaza em Japonês e zhiguan da zuo em Mandarim).

 

Á medida que praticamos vamos observando os seguintes níveis na nossa meditação:

 

  1. ficamos alerta para com o que se passa à nossa volta e com a nossa mente - apercebemo-nos de ruídos quando meditamos, apercebemo-nos das pequenas comichões e desconfortos, da temperatura da sala em que estamos, da presença de quem está à nossa volta, do que se passa com o nosso corpo, com a nossa respiração, com os pensamentos que aparecem e desaparecem quase sem parar.
  2. acalmamos a confusão da mente - a hipérbole usada pelos mestres Chan é que o macaco cobre os olhos e os ouvidos, ou seja, neste estado perdemos o sentido ao que vemos e ouvimos quando meditamos, a nossa concentração é inteiramente dirigida ao nosso mundo interior, os objectos e eventos externos têm uma influência reduzida na nossa meditação
  3. voltamos constantemente ao método - os mestres usam o exemplo de um macaco (a mente) que está amarrado a um poste: não pode ir muito longe e volta sempre para junto do poste. De forma similar, nesta fase somos capazes de voltar a focar a mente na observação cada vez que ela se dispersa atrás de um pensamento ou distracção.
  4. concentração unificada - nesta fase não há envolvimento com objectos externos e mesmo os objectos externos perdem expressão. O macaco da nossa mente está calmo
  5. consciência da respiração ainda está presente - ainda temos a noção de sermos entes com identidade e natureza própria mas nesta fase paramos espontaneamente de contar a respiração
  6. unificação dos mundos externos e internos - o corpo e a mente, o mundo interior e o exterior ainda existem para nós mas já não os consideramos como estando separados um do outro, deixa de haver um "eu" separado da realidade envolvente.

 

Cada um destes níveis tem as suas dificuldades e gera as suas dúvidas e convém ter-se um sacerdote ou monge que nos guie através deste processo.



Zen Portugal às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)

O Budismo põe mais êmfase no ensinamento e conteúdo da mensagem do que no mensageiro ou no formato da comunicação. Assim, o Budismo considera que os ensinamentos contidos num texto devem ser avaliados em relação aos seus méritos próprios e não em relação a quem os apresenta, às suas origens ou mesmo ao autor.
O Budismo estabelece assim as "quatro confianças" (catuh pratirasana) para avaliar o valor de qualquer ensinamento:

  • confiança no ensinamento e não no seu autor
  • confiança no sentido ou conteúdo e não na carta (ou formato da mensagem)
  • confiança na verdade e não na convenção
  • confiança no conhecimento e não na informação

Arquivado em: ,

Zen Portugal às 21:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 08.12.09

Nos posts anteriores sobre conversão ao Budismo, ficou por endereçar uma questão fundamental: qual é o processo de conversão?

 

A "conversão" é um acto individual, no sentido lato, uma pessoa recita as tomada de refúgio nas Três Jóias, ou seja uma pessoa põe as mãos, faz uma vénia e recita:

  • Refugio-me no Buda
  • Refugio-me no Darma
  • Refugio-me na Sanga

Faz-se novamente uma vénia e o processo está concluído.

 

No sentido estrito, pode-se requerer uma pequena cerimónia de um monge ou sacerdote. A nossa Ordem dá refúgio a todos que o peçam, contacte-nos se estiver interessado em se refugiar e em explorar o Budismo formalmente.



Zen Portugal às 17:21 | link do post | comentar

Na óptica do Chan, a Meditação não é só para praticar sentado, formalmente em períodos bem regimentados mas também continuamente ao longo do dia. Nesta fase inicial da prática, o aspecto mais importante da meditação é a capacidade de prestar atenção e é isso que devemos praticar ao longo do dia.

 

Esta prática é mais fácil quando se faz algo monótono como lavar a roupa, passar a ferro, cozinhar, lavar a louça, etc. Esta prática resume-se a prestar atenção ao que se está a fazer: presta-se atenção ao ferro a tirar as rugas da roupa, presta-se atenção aos movimentos que é preciso fazer para passar a ferro, presta-se atenção aos pensamentos que aparecem e desaparecem, presta-se atenção ao aborrecimento que começamos a sentir, e por aí fora.

 

Também é possível praticar esta forma de meditação quando nos irritamos: prestamos atenção ao que sentimos e à maneira como a nossa mente gera o sentimento, notamos o sentimento a desaparecer.

 

No fundo, o que é importante é habituarmo-nos a prestar atenção ao que se passa ao nosso redor e na nossa mente ao longo do dia.
Pode-se começar por praticar com uma tarefa monótona e depois estender a prática a todos os momentos que se puder durante o dia.

 

Isto constitui uma forma de "meditação activa" que dá resultados muito rapidamente: ficamos mais calmos e mais presentes em cada momento e começamos a desenvolver um nível de atenção que nos permitirá praticar outras formas mais avançadas de meditação.
 



Zen Portugal às 17:07 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.11.09

No seguimento do nosso post anterior, vamos agora debruçarmo-nos sobre a prática formal da meditação e que corresponde à meditação sentada que normalmente associamos com o termo "meditação."

A "mecânica" dessa prática é a seguinte:

  • local - escolha um local calmo e neutro na sua casa - a música e a voz humana são a maneira mais fácil de ficar distraído. Na nossa seita Linji a meditação é feita face a face ou seja, uma linha de pessoas num lado da sala, virados para outra linha de pessoas no outro lado da sala. Quando se pratica sozinho este requerimento não se põe, muita gente medita de costas para a parede, e outros preferem meditar virados para a parede, a cerca de um metro da parede. O Bodidarma que trouxe o Budismo Chan da Índia para a China meditou assim por 9 anos e foi assim que atingiu a iluminação. Veja que maneira de se sentar lhe é mais confortável.
  • almofada - Não se aconselha a compra de um zafu (uma almofada para nos sentarmos durante a meditação) logo no início, pode-se usar umas almofadas ou até uma outra superfície rígida (um livro grosso) coberta por uma almofada. Sentar-se-à na beira deste assento improvisado. O assento não terá mais do que uns 12 cm de altura (veja o que lhe é mais confortável)
  • ambiente - o mais calmo possível, é preferível reservar algum tempo logo muito cedo de manhã (em mosteiros, os monges começam o dia as 4:00 da manhã) ou então ao fim do dia quando o barulho exterior já quase desapareceu. Não é preciso ter estátuas ou pinturas do Buda ou dos Bodisatvas ou até caligrafia. Quanto mais simples o ambiente, melhor. Pode queimar incenso se quiser, o incenso vem em paus que têm comprimentos que correspondem ao tempo que demoram a arder: 15 minutos (raro de encontrar), 30 minutos (o mais comum), etc. Mas de início não estará meia hora sentado por isso é melhor colocar um despertador ou relógio na periferia do campo de visão
  • ritual - pomos as mãos juntas e fazemos uma vénia à sala (dobramo-nos pelas ancas e não pelos ombros quando fazemos vénias), depois uma vénia à parede, e depois uma vénia ao assento. Sente-se de pernas cruzadas. Aqui tem diversas hipóteses: pode cruzar as pernas normalmente mas de forma a que o pé direito fica mais perto do corpo e o pé esquerdo mais de fora, ou então use a postura birmanesa que é das mais populares: dobre a perna direita e traga o pé direito junto ao corpo, depois dobre a perna esquerda e traga o pé esquerdo para de fronte do direito. Há diagramas destas posturas online que pode consultar para clarificação. Depois coloca-se a mão direita sobre a mão esquerda e descansa-as a cerca de 3 cm abaixo do umbigo (tente descobrir uma altura que lhe seja confortável), a mão esquerda é a que fica mais perto do chão e a direita fica-lhe por cima com ambas as palmas viradas para cima. Depois endireite as costas, sem exagerar. Imagine que tem um cordel no topo do crânio que o puxa para o tecto e que o faz endireitar a coluna. descontraia a cara num vago sorriso, semicerre os olhos e está pronto a meditar. Ao acabar a meditação seguirá estes passos em ordem inversa.
  • meditação - o processo a seguir é bastante simples: conte silenciosamente cada vez que exalar comece a contar em um até oito, observe o ar a entrar nos pulmões com a inspiração e sair com a exalação. Não tente controlar o processo, deixe-se respirar normalmente. Quando algum pensamento aparecer, observe o pensamento mas não o tente extinguir, se sentir desconforto, observe o desconforto mas veja se não se mexe, o mais natural é começar com comichão por todo o lado e com uma vontade incontrolável de se mexer, isso é natural, observe a sensação mas sem reagir. Se se distrair a meio de uma contagem, volte a contagem a 1. Tente meditar 10 minutos de cada vez, no mínimo uma vez por dia, o máximo duas vezes. Ao fim de uma semana pode aumentar para 15 minutos.


Ter-sè-à que ter imensa paciência pois de início é necessário que se consiga pacificar a mente, e esta é a meditação preliminar para tal fim. Decerto que vai ficar aborrecido por estar sentado tanto tempo, tão desconfortável sem fazer nada, e também por o tempo passar e estar sempre a meditar neste processo.

No próximo post falaremos mais sobre este processo.
 



Zen Portugal às 16:28 | link do post | comentar

Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


Artigos recentes

Budismo Zen e Compaixão

Zen e As Quatro Principai...

Primavera

Diferenças Entre o Budism...

A Realidade Vista de uma ...

Meditação Zen III - Nívei...

As Quatro Confianças

Conversão ao Budismo - O ...

Meditação Zen - Parte III...

Meditação Zen - Parte II:...

Arquivo

Maio 2010

Março 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Arquivado em

chan

citações

espiritualidade zen budismo chan

história

meditação

meditação chan

meditação zen

prática

verdade

zen

todas as tags

links