Domingo, 25 de Outubro de 2009

Este post inicia uma série sobre a meditação Zen. Começaremos por explicar em termos gerais o que é a meditação e qual é o seu lugar na prática do Zen, e depois entraremos em pormenores e instruções mais detalhadas sobre a meditação.
E o que é então a meditação Zen? Como indicámos noutro post, o Zen é uma pronunciação particular de "chan", que é em si uma transliteração de "diana" (em ortografia aportuguesada) que significa... "meditação". Será portanto fácil depreender que o Zen e a meditação estão intimamente ligados e que um significa o outro.
É este o primeiro princípio a ter em mente: Zen é meditação e meditação é Zen. Daí, se o Zen é a prática que nos leva a realizar a nossa verdadeira natureza, meditação é o processo que nos permite atingir esse resultado.
Não há nada particularmente misterioso na prática de meditação: é o exercício pelo qual ganhamos algum controlo e foco na nossa mente e depois usamos essa habilidade para o nosso progresso espiritual. Ao contrário de muitas outras religiões, no Budismo Zen acreditamos que cada um de nós é responsável pela sua própria evolução espiritual (o que noutras religiões é designado por "salvação") e que essa evolução só tem lugar quando se medita.
No próximo post começaremos a pormenorizar a prática da meditação, mas neste explicaremos o seu contexto no Budismo Chan.
O termo "meditação" sugere a prática formal de meditação sentada ("zuo chan" em Mandarim) e embora tal seja pertinente à nossa prática, o Budismo Chan estende esta prática a todas as tarefas em que participamos. "Meditação Zen" refere-se tanto à prática formal de nos sentarmos para meditar como ao acto constante de prestarmos atenção ao que estamos a fazer e aos nossos pensamentos. Há assim duas vertentes distintas para a prática:

  • a meditação que designamos por "formal" e que corresponde à prática sentada que normalmente associamos ao termo .
  • a atenção constante que se presta ao longo do dia ao que se faz, diz, e pensa.

Certamente que não se passa facilmente do nosso estado mundano a um de meditação sem alguma prática, e é nisto que é importante começar por praticar a meditação sentada e, assim que se tenha um comando sólido do processo, depois se passa à prática constante e diária de meditação.
É através desta prática que ganhamos intimidade com a nossa humanidade, desenvolvemos compaixão e realizamos a nossa natureza.
No próximo post indicarei em pormenor, os passos elementares para a prática da meditação formal.



publicado por Zen Portugal às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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