Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Viver o CHAN, é viver o dia-a-dia, é viver o momento presente, é viver.
O CHAN não tem regras nem dogmas, não se aprende pelo mensageiro mas sim pela mensagem. “Se encontrar o buda na estrada, mate-o.”
Viver o CHAN, é prestar atenção a tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia de forma plena e consciente sem quaisquer automatismos, é entregarmo-nos de corpo e alma a tudo o queemos e a tudo o que somos.
Na era da informação e da multitarefa, o CHAN remete-nos para o contrário, para o processamento simples de uma tarefa de cada vez com uma atenção plena, para vivenciar avida um passo de cada vez, saboreando o nosso bem mais precioso, a Via.
Ao passado não podemos alterar uma vírgula, o futuro não sabemos o que é e nunca lá chegaremos portanto a nossa existência deve-se centrar no presente, é no presente que nosrealizamos de forma completa e plena.
Em cada actividade da nossa vida há uma oportunidade para viver o Chan. Nas palavras de Núvem Vazia: "As nossas actividades diárias têm lugar na Via. Haverá um lugar onde não se pratique a Via? Um salão de meditação não deve ser necessário para tal."
É através desta simplicidade de viver que encontramos a paz, a alegria e nos libertamos dos desejos que nos levam a dukkha.
Não estamos de forma alguma a fugir dos problemas ou da vida, pelo contrário, estamos a viver cada momento, preocupando-nos com aquilo que de facto é mais importante. Aquilo que não depende de nós, não vale a nossa preocupação. Como aquela celebre frase que diz “ se um problema tem solução não vale a pena nos preocuparmos, e se não tiver solução também não.”
É esta simplicidade e paz que devemos levar para a meditação, para nos encontrarmos com o nosso centro e partir dai para o encontro com o outro, é a descoberta do eu liberto do nosso ego. É a nossa forma mais pura e simples de ser e estar. É a forma de viver o momento, de nos sentirmos vivos em comunhão com o todo o universo.
É esta a via do CHAN, a via da simplicidade e do momento.
Ser budista CHAN é apenas isto:SER.


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publicado por Luís Biscaia às 21:50 | link do post | comentar

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