<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!---->
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal</id>
  <title>Zen Portugal</title>
  <subtitle>A comunidade virtual do Budismo Chan em Portugal</subtitle>
  <author>
    <name>Zen Portugal</name>
  </author>
  <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/"/>
  <link rel="self" type="text/xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/zenportugal/data/atom"/>
  <updated>2012-05-07T21:44:53Z</updated>
  <link rel="service.feed" type="application/x.atom+xml" href="http://blogs.sapo.pt/users/zenportugal/data/atom" title="Zen Portugal"/>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:6347</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/6347.html"/>
    <issued>2012-05-07T22:43:01</issued>
    <title>Novo colaborador deste Blog</title>
    <published>2012-05-07T21:44:53Z</published>
    <updated>2012-05-07T21:44:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Passaremos a ter um novo colaborador neste blog, que - esperamos - muito ajudará a revitalizá-lo. Kahuna acaba de colocar um novo post sobre o que é o Chan, contamos com uma colaboração frequente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Benvindo ao Zen Portugal!&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:6127</id>
    <author>
      <name>Luís Biscaia</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/6127.html"/>
    <issued>2012-05-07T21:50:37</issued>
    <title>Simplicidade do CHAN</title>
    <published>2012-05-07T21:42:10Z</published>
    <updated>2012-05-07T21:42:10Z</updated>
    <category term="chan"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Viver o CHAN, é viver o dia-a-dia, é viver o momento presente, é viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O CHAN não tem regras nem dogmas, não se aprende pelo mensageiro mas sim pela mensagem. “Se encontrar o buda na estrada, mate-o.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Viver o CHAN, é prestar atenção a tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia de forma plena e consciente sem quaisquer automatismos, é entregarmo-nos de corpo e alma a tudo o queemos e a tudo o que somos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na era da informação e da multitarefa, o CHAN remete-nos para o contrário, para o processamento simples de uma tarefa de cada vez com uma atenção plena, para vivenciar avida um passo de cada vez, saboreando o nosso bem mais precioso, a Via.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao passado não podemos alterar uma vírgula, o futuro não sabemos o que é e nunca lá chegaremos portanto a nossa existência deve-se centrar no presente, é no presente que nosrealizamos de forma completa e plena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em cada actividade da nossa vida há uma oportunidade para viver o Chan. Nas palavras de Núvem Vazia: "As nossas actividades diárias têm lugar na Via. Haverá um lugar onde não se pratique a Via? Um salão de meditação não deve ser necessário para tal."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É através desta simplicidade de viver que encontramos a paz, a alegria e nos libertamos dos desejos que nos levam a dukkha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não estamos de forma alguma a fugir dos problemas ou da vida, pelo contrário, estamos a viver cada momento, preocupando-nos com aquilo que de facto é mais importante. Aquilo que não depende de nós, não vale a nossa preocupação. Como aquela celebre frase que diz “ se&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;um problema tem solução não vale a pena nos preocuparmos, e se não tiver solução também não.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É esta simplicidade e paz que devemos levar para a meditação, para nos encontrarmos com o nosso centro e partir dai para o encontro com o outro, é a descoberta do eu liberto do nosso ego. É a nossa forma mais pura e simples de ser e estar. É a forma de viver o momento, de nos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;sentirmos vivos em comunhão com o todo o universo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É esta a via do CHAN, a via da simplicidade e do momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ser budista CHAN é apenas isto:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;SER.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:5630</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/5630.html"/>
    <issued>2010-05-10T02:13:56</issued>
    <title>Budismo Zen e Compaixão </title>
    <published>2010-05-10T01:14:08Z</published>
    <updated>2010-05-10T01:14:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;em&gt;Na maioria dos casos a nossa relação com os outros é nada mais que uma relação connosco mesmos mas por procuração e filtrada por um orgão de interpretação menos previsível. Num extremo perdemos a lucidez e a razão apenas quando descontraímos a predictabilidade da nossa percepção. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que isto quer dizer é que a nossa percepção de nós mesmos é previsível: o Ego faz tudo o que pode para se proteger e para alimentar a imagem que quer ter de si mesmo. Desta forma, tudo o que pensamos acerca de nós mesmos é-nos inteiramente previsível, para um narcisista todos os pensamentos e interpretações serão inteiramente focadas no seu próprio sentido de ser, mas para todos nós a interpretação do mundo à nossa volta é constante e previsivelmente contaminado por esta necessidade que o Ego sente de se sustentar como se fosse uma entidade real e autónoma. Assim, a nossa relação com as outras pessoas é um jogo constante de tentarmos obter a aprovação deles, de lhes obter a admiração e empatia. Por muito velada que seja esta necessidade, é fácil apercebermo-nos que a nossa relação com os outros está sempre subjugada a esta necessidade que o ego tem de se validar como entidade individual.A libertação ou iluminação remove este filtro tão previsível, ao nos apercebermos da nossa natureza verdadeira, o Ego dissolve-se e com ele dissolve-se a nossa tendência para ver tudo em termos duais. As coisas passam a ser como são e como tal que as vemos, deixamos de ver o mundo em relação ao nosso conceito de nós mesmos. Neste estado, a nossa visão do mundo deixa de ser filtrada seja pelo que for, deixa de haver uma distinção entre nós e os outros. A nossa interpretação do que são "os outros" perde a predictabilidade. Para quem nos vê neste estado, parece que perdemos a lucidez. Na ausência de mente dual e de classificações, parecemos ter perdido a razão.E é neste estado de mente que atingimos a verdadeira compaixão: só temos verdadeira compaixão quando a nossa mente deixa de ver os outros como entes de existência própria, separada da nossa.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:5347</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/5347.html"/>
    <issued>2010-03-17T16:41:35</issued>
    <title>Zen e As Quatro Principais Causa de Sofrimento</title>
    <published>2010-03-17T16:42:50Z</published>
    <updated>2010-03-17T16:42:50Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;No Budismo fala-se com frequência de sofrimento (dukha) e de como todo o processo de libertação põe fim ao sofrimento. Claro que sermos capazes de apreender a nossa verdadeira natureza claramente e a um nível intuitivo é o passo determinante para a nossa libertação, mas até lá a questão mantém-se: o que gera o sofrimento?&lt;br /&gt;
De acordo com as Sutras, o sofrimento tem quatro causas principais:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
    &lt;li&gt;Estar separado ou longe de quem se gosta&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Estar com quem detesta&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Querer o que não se tem&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Ter o que não se quer&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Estas causas parecem tão simples que a sua compreensão é directa. O leitor pode sem grande esforço avaliar-lhes a veracidade. As duas primeiras têm a ver com as nossas relações com as pessoas à nossa volta e as duas últimas com o nosso sentido de possessão e de aquisição. Assim, sofremos quando não nos pudemos dar com quem queremos e sofremos quando não possuímos o que queremos.Isto poderia levar-nos a pensar que uma vida ascética seria a via mais segura para a libertação, mas a verdade é que, independentemente da vida que se leve, basta que uma destas causas apareça, o sofrimento estar-lhe-á perto no encalço.&lt;br /&gt;
Só ao apreendermos a nossa verdadeira natureza é que realizamos a verdade de que não há ninguém de que estejamos longe nem perto, e muito menos alguém de que se goste ou desgoste, a mente dual que classifica tudo em termos de opostos, cessa e com ela cessa o nosso processo constante de classificar tudo à nossa volta. Cessa assim o sofrimento.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:4974</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/4974.html"/>
    <issued>2010-03-14T23:24:55</issued>
    <title>Primavera</title>
    <published>2010-03-14T23:27:10Z</published>
    <updated>2010-03-14T23:28:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a target="_blank" href="http://fotos.sapo.pt/Q0Tpi2i2jzDmSl5fmUZS"&gt;&lt;img width="333" height="500" border="0" alt="" style="border-color: black;" src="http://fotos.sapo.pt/Q0Tpi2i2jzDmSl5fmUZS/500x500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:4850</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/4850.html"/>
    <issued>2010-01-25T17:38:58</issued>
    <title>Diferenças Entre o Budismo e as Religiões Ocidentais</title>
    <published>2010-01-25T17:40:16Z</published>
    <updated>2010-01-25T17:40:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Claro que este é um tópico que tem a tendência de se tornar contencioso e cujo debate parece não ter fim. mas o Buda contou uma história que ilustra as principais diferenças entre o Budismo e o Cristianismo, Judaísmo e Islão: imagine-se um soldado numa batalha medieval.  A meio da batalha uma flecha atinge-o na perna e o pobre soldado cai no chão contorcido com dores. Pensemos agora no que é mais importante para o soldado: extrair a flecha e começar a curar a ferida, ou continuar com a dor e flecha cravada na perna, enquanto ele debate a origem da flecha, tenta descobrir quem a fez, quem a disparou, o arco que flecha fez no ar, etc.? Claro que dada a agonia de ter sido atingido pela flecha o soldado estará muitíssimo mais interessado em a tirar e em se curar do que em se envolver em debates inúteis sobre a natureza da flecha e do seu infortúnio.&lt;br /&gt;
De forma similar, o Budismo está muito mais interessado em endereçar e eliminar o nosso sofrimento do quem debater a nossa condição. A existência de um Deus é um assunto periférico no Budismo, questões sobre a origem e o fim do Mundo são postas no âmbito das Ciências em vez do âmbito religioso e a moralidade é algo que cada um de nós desenvolve como humanos e não algo que é imposto por deuses ou pelos intérpretes do deuses.&lt;br /&gt;
Assim, há uma corrente de debate no Ocidente que diz que o Budismo não é uma religião porque não tem a existência de um Deus ou Deuses como fulcro da sua teologia. Se o Budismo é ou não uma religião é periférico à nossa prática: o que estamos interessados é em melhorar a nossa vida e o mundo à nossa volta, queremos tirar rapidamente a flecha que nos atormenta e sabemos que só nós é que o pudemos fazer, que num ente se vai materializar para nos extrair a flecha.&lt;br /&gt;
No fim, o que nos distingue das religiões Ocidentais é um ênfase muito maior na responsabilidade individual e no pragmatismo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:4526</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/4526.html"/>
    <issued>2010-01-21T19:14:13</issued>
    <title>A Realidade Vista de uma Perspectiva Zen Budista - As Três Características da Existência</title>
    <published>2010-01-21T19:19:19Z</published>
    <updated>2010-01-21T19:19:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Budismo ensina-nos que a realidade se caracteriza por três qualidades básicas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;Impermanência - esta característica ou qualidade é evidente: nada dura para sempre, sejam bens materiais ou espirituais, estados mentais, o mundo à nossa volta, nada é permanente. O que nós somos hoje há-de mudar, da mesma forma que mudámos desde que éramos pequenos e haveremos de continuar a mudar até morrer. Até a mais alta montanha se desgasta até nada restar dela. Uma grande ilusão a que nos prendemos é que há coisas que não mudam... retórica àparte, tudo muda e nada é permanente.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Sofrimento - a nossa naturêza é inescapável ao sofrimento, no nosso desespêro de tornar algo constante, geramos sofrimento. &amp;quot;Sofrimento&amp;quot; não deve ser entendido só como dôr física ou grande depressão ou desespêro mas também como insatisfação. Na realidade, se o termo não fosse tão restrito, &amp;quot;insatisfação&amp;quot; seria a maneira de descrever o sofrimento que normalmente mais nos atormenta. É a insatisfação de nunca termos nada &amp;quot;perfeito&amp;quot;, de estarmos sempre com um pequeno desconforto qualquer, de não nos considerarmos à altura das nossas ilusões, na realidade, a nossa vida é quase uma sucessão ininterrupta de pequenas insatisfações entremeadas de maior sofrimento. De um ponto de vista Budista, esta insatisfação e sofrimento advêm da nossa tendência de nos apegarmos a ideias e conceitos incorrectos ou de tentarmos constantemente justificar o nosso Ego. Sofremos porque vemos um mundo à nossa volta que não segue o papel que lhe destinámos e sofremos porque não realizamos as duas outras características da existência: não aceitamos que tudo passa e nada é permanente e queremos com toda a força que algo tenha naturêza própria, queremos que o ditame de Descartes seja verdade: queremos existir só por ventura de pensarmos, mas temos sempre resquícios de dúvida e são estas minúsculas dúvidas que entram em conflicto com a nossa necessidade de certêza e criam sofrimento.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Vazio - no contexto do Budismo, o &amp;quot;vazio&amp;quot; não deve ser entendido como &amp;quot;vácuo&amp;quot;, como ausência de ser, mas sim como ausência de naturêza própria independente. O que quero dizer com isto é que nada tem naturêza própria, que tudo depende do que lhe está à volta do que aconteceu anteriormente. o vazio Budista indica que a realidade não pode ser entendida como a soma das partes mas sim como um todo. Cada um de nós existe como função do mundo à nossa volta e de quem fomos no passado. O que fomos (e como fomos) há 5, 10, 15 minutos ou há 1, 2, 3 horas ou há anos atrás, combina-se com o mesmo processo de cada elemento à nossa volta para produzir o que somos a cada instante. Óbviamente isto não implica que não existimos mas sim que a nossa existência não é independente. O prícipio do vazio é central ao Budismo Mahayana (Budismo do Norte) e é fulcral para o Chan. Se sofremos constantemente à conta das pequenas insatisfações diàrias, ainda maior é o nosso sofrimento quando antevemos a possibilidade de não existirmos como entes independentes. O nosso Ego fabrica-se a si mesmo e resiste com toda a força a debater esta possibilidade. Paradoxalmente, só quando compreendemos e internalizamos esta verdade: que não temos naturêza própria e que o nosso conceito de &amp;quot;eu&amp;quot; é uma ilusão, é que começamos a vislumbrar a libertaçao.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A prática do Chan tem como fim libertar-nos do sofrimento e um dos primeiros passos nessa via é precisamente sermos capazes de aceitar e compreender estas três características da realidade.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:4178</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/4178.html"/>
    <issued>2009-12-18T21:49:54</issued>
    <title>Meditação Zen III - Níveis da Meditação</title>
    <published>2009-12-18T21:52:59Z</published>
    <updated>2009-12-18T21:52:59Z</updated>
    <category term="meditação"/>
    <category term="meditação chan"/>
    <category term="meditação zen"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;A prática formal da meditação vai tendo um efeito gradual na nossa mente. Mesmo que não se pratique mais nenhuma forma de meditação que a que aqui temos apresentamos, é certo que se observarão resultados, a mente acalma e começamos a desenvolver um sentido mais apurado de introspecção. O processo de ficar só a observar a mente e o mundo à nossa volta sem se tentar interferir num ou no outro é o que se chama em Chan &amp;quot;Iluminação Silenciosa&amp;quot; (&lt;i&gt;shikantaza&lt;/i&gt; em Japonês e &lt;i&gt;zhiguan da zuo&lt;/i&gt; em Mandarim).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Á medida que praticamos vamos observando os seguintes níveis na nossa meditação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
    &lt;li&gt;ficamos alerta para com o que se passa à nossa volta e com a nossa mente - apercebemo-nos de ruídos quando meditamos, apercebemo-nos das pequenas comichões e desconfortos, da temperatura da sala em que estamos, da presença de quem está à nossa volta, do que se passa com o nosso corpo, com a nossa respiração, com os pensamentos que aparecem e desaparecem quase sem parar.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;acalmamos a confusão da mente - a hipérbole usada pelos mestres Chan é que o macaco cobre os olhos e os ouvidos, ou seja, neste estado perdemos o sentido ao que vemos e ouvimos quando meditamos, a nossa concentração é inteiramente dirigida ao nosso mundo interior, os objectos e eventos externos têm uma influência reduzida na nossa meditação&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;voltamos constantemente ao método - os mestres usam o exemplo de um macaco (a mente) que está amarrado a um poste: não pode ir muito longe e volta sempre para junto do poste. De forma similar, nesta fase somos capazes de voltar a focar a mente na observação cada vez que ela se dispersa atrás de um pensamento ou distracção.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;concentração unificada - nesta fase não há envolvimento com objectos externos e mesmo os objectos externos perdem expressão. O macaco da nossa mente está calmo&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;consciência da respiração ainda está presente - ainda temos a noção de sermos entes com identidade e natureza própria mas nesta fase paramos espontaneamente de contar a respiração&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;unificação dos mundos externos e internos - o corpo e a mente, o mundo interior e o exterior ainda existem para nós mas já não os consideramos como estando separados um do outro, deixa de haver um &amp;quot;eu&amp;quot; separado da realidade envolvente.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada um destes níveis tem as suas dificuldades e gera as suas dúvidas e convém ter-se um sacerdote ou monge que nos guie através deste processo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:3891</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/3891.html"/>
    <issued>2009-12-18T21:30:40</issued>
    <title>As Quatro Confianças</title>
    <published>2009-12-18T21:32:01Z</published>
    <updated>2009-12-18T21:32:01Z</updated>
    <category term="prática"/>
    <category term="verdade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Budismo põe mais êmfase no ensinamento e conteúdo da mensagem do que no mensageiro ou no formato da comunicação. Assim, o Budismo considera que os ensinamentos contidos num texto devem ser avaliados em relação aos seus méritos próprios e não em relação a quem os apresenta, às suas origens ou mesmo ao autor.&lt;br /&gt;
O Budismo estabelece assim as &amp;quot;quatro confianças&amp;quot; (catuh pratirasana) para avaliar o valor de qualquer ensinamento:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;confiança no ensinamento e não no seu autor&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;confiança no sentido ou conteúdo e não na carta (ou formato da mensagem)&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;confiança na verdade e não na convenção&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;confiança no conhecimento e não na informação&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:3686</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/3686.html"/>
    <issued>2009-12-08T17:21:36</issued>
    <title>Conversão ao Budismo - O Refúgio</title>
    <published>2009-12-08T17:22:36Z</published>
    <updated>2009-12-08T17:24:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Nos posts anteriores sobre conversão ao Budismo, ficou por endereçar uma questão fundamental: qual é o processo de conversão?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &amp;quot;conversão&amp;quot; é um acto individual, no sentido lato, uma pessoa recita as tomada de refúgio nas Três Jóias, ou seja uma pessoa põe as mãos, faz uma vénia e recita:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Refugio-me no Buda&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Refugio-me no Darma&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Refugio-me na Sanga&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Faz-se novamente uma vénia e o processo está concluído.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No sentido estrito, pode-se requerer uma pequena cerimónia de um monge ou sacerdote. A nossa Ordem dá refúgio a todos que o peçam, contacte-nos se estiver interessado em se refugiar e em explorar o Budismo formalmente.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:3552</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/3552.html"/>
    <issued>2009-12-08T17:07:46</issued>
    <title>Meditação Zen - Parte III: A Prática Diária</title>
    <published>2009-12-08T17:09:31Z</published>
    <updated>2009-12-08T17:09:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Na óptica do Chan, a Meditação não é só para praticar sentado, formalmente em períodos bem regimentados mas também continuamente ao longo do dia. Nesta fase inicial da prática, o aspecto mais importante da meditação é a capacidade de prestar atenção e é isso que devemos praticar ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta prática é mais fácil quando se faz algo monótono como lavar a roupa, passar a ferro, cozinhar, lavar a louça, etc. Esta prática resume-se a prestar atenção ao que se está a fazer: presta-se atenção ao ferro a tirar as rugas da roupa, presta-se atenção aos movimentos que é preciso fazer para passar a ferro, presta-se atenção aos pensamentos que aparecem e desaparecem, presta-se atenção ao aborrecimento que começamos a sentir, e por aí fora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também é possível praticar esta forma de meditação quando nos irritamos: prestamos atenção ao que sentimos e à maneira como a nossa mente gera o sentimento, notamos o sentimento a desaparecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No fundo, o que é importante é habituarmo-nos a prestar atenção ao que se passa ao nosso redor e na nossa mente ao longo do dia. &lt;br /&gt;
Pode-se começar por praticar com uma tarefa monótona e depois estender a prática a todos os momentos que se puder durante o dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto constitui uma forma de &amp;quot;meditação activa&amp;quot; que dá resultados muito rapidamente: ficamos mais calmos e mais presentes em cada momento e começamos a desenvolver um nível de atenção que nos permitirá praticar outras formas mais avançadas de meditação.&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:3310</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/3310.html"/>
    <issued>2009-11-09T16:28:25</issued>
    <title>Meditação Zen - Parte II: A Meditação Zen  Formal</title>
    <published>2009-11-09T16:30:26Z</published>
    <updated>2009-11-09T16:33:37Z</updated>
    <category term="meditação"/>
    <category term="meditação chan"/>
    <category term="meditação zen"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;No seguimento do nosso post anterior, vamos agora debruçarmo-nos sobre a prática formal da meditação e que corresponde à meditação sentada que normalmente associamos com o termo &amp;quot;meditação.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A &amp;quot;mecânica&amp;quot; dessa prática é a seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;b&gt;local&lt;/b&gt; - escolha um local calmo e neutro na sua casa - a música e a voz humana são a maneira mais fácil de ficar distraído. Na nossa seita Linji a meditação é feita face a face ou seja, uma linha de pessoas num lado da sala, virados para outra linha de pessoas no outro lado da sala. Quando se pratica sozinho este requerimento não se põe, muita gente medita de costas para a parede, e outros preferem meditar virados para a parede, a cerca de um metro da parede. O Bodidarma que trouxe o Budismo Chan da Índia para a China meditou assim por 9 anos e foi assim que atingiu a iluminação. Veja que maneira de se sentar lhe é mais confortável.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;b&gt;almofada&lt;/b&gt; - Não se aconselha a compra de um zafu (uma almofada para nos sentarmos durante a meditação) logo no início, pode-se usar umas almofadas ou até uma outra superfície rígida (um livro grosso) coberta por uma almofada. Sentar-se-à na beira deste assento improvisado. O assento não terá mais do que uns 12 cm de altura (veja o que lhe é mais confortável)&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;b&gt;ambiente&lt;/b&gt; - o mais calmo possível, é preferível reservar algum tempo logo muito cedo de manhã (em mosteiros, os monges começam o dia as 4:00 da manhã) ou então ao fim do dia quando o barulho exterior já quase desapareceu. Não é preciso ter estátuas ou pinturas do Buda ou dos Bodisatvas ou até caligrafia. Quanto mais simples o ambiente, melhor. Pode queimar incenso se quiser, o incenso vem em paus que têm comprimentos que correspondem ao tempo que demoram a arder: 15 minutos (raro de encontrar), 30 minutos (o mais comum), etc. Mas de início não estará meia hora sentado por isso é melhor colocar um despertador ou relógio na periferia do campo de visão&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;b&gt;ritual&lt;/b&gt; - pomos as mãos juntas e fazemos uma vénia à sala (dobramo-nos pelas ancas e não pelos ombros quando fazemos vénias), depois uma vénia à parede, e depois uma vénia ao assento. Sente-se de pernas cruzadas. Aqui tem diversas hipóteses: pode cruzar as pernas normalmente mas de forma a que o pé direito fica mais perto do corpo e o pé esquerdo mais de fora, ou então use a postura birmanesa que é das mais populares: dobre a perna direita e traga o pé direito junto ao corpo, depois dobre a perna esquerda e traga o pé esquerdo para de fronte do direito. Há diagramas destas posturas online que pode consultar para clarificação. Depois coloca-se a mão direita sobre a mão esquerda e descansa-as a cerca de 3 cm abaixo do umbigo (tente descobrir uma altura que lhe seja confortável), a mão esquerda é a que fica mais perto do chão e a direita fica-lhe por cima com ambas as palmas viradas para cima. Depois endireite as costas, sem exagerar. Imagine que tem um cordel no topo do crânio que o puxa para o tecto e que o faz endireitar a coluna. descontraia a cara num vago sorriso, semicerre os olhos e está pronto a meditar. Ao acabar a meditação seguirá estes passos em ordem inversa.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;b&gt;meditação&lt;/b&gt; - o processo a seguir é bastante simples: conte silenciosamente cada vez que exalar comece a contar em um até oito, observe o ar a entrar nos pulmões com a inspiração e sair com a exalação. Não tente controlar o processo, deixe-se respirar normalmente. Quando algum pensamento aparecer, observe o pensamento mas não o tente extinguir, se sentir desconforto, observe o desconforto mas veja se não se mexe, o mais natural é começar com comichão por todo o lado e com uma vontade incontrolável de se mexer, isso é natural, observe a sensação mas sem reagir. Se se distrair a meio de uma contagem, volte a contagem a 1. Tente meditar 10 minutos de cada vez, no mínimo uma vez por dia, o máximo duas vezes. Ao fim de uma semana pode aumentar para 15 minutos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
Ter-sè-à que ter imensa paciência pois de início é necessário que se consiga pacificar a mente, e esta é a meditação preliminar para tal fim. Decerto que vai ficar aborrecido por estar sentado tanto tempo, tão desconfortável sem fazer nada, e também por o tempo passar e estar sempre a meditar neste processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No próximo post falaremos mais sobre este processo.&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:2893</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/2893.html"/>
    <issued>2009-10-25T21:24:55</issued>
    <title>Meditação Zen - Parte I: A Meditação no Contexto do Zen	</title>
    <published>2009-10-25T21:28:09Z</published>
    <updated>2009-10-25T21:28:09Z</updated>
    <category term="meditação"/>
    <category term="meditação chan"/>
    <category term="meditação zen"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Este post inicia uma série sobre a meditação Zen. Começaremos por explicar em termos gerais o que é a meditação e qual é o seu lugar na prática do Zen, e depois entraremos em pormenores e instruções mais detalhadas sobre a meditação.&lt;br /&gt;
E o que é então a meditação Zen? Como indicámos noutro post, o Zen é uma pronunciação particular de &amp;quot;chan&amp;quot;, que é em si uma transliteração de &amp;quot;diana&amp;quot; (em ortografia aportuguesada) que significa... &amp;quot;meditação&amp;quot;. Será portanto fácil depreender que o Zen e a meditação estão intimamente ligados e que um significa o outro.&lt;br /&gt;
É este o primeiro princípio a ter em mente: Zen é meditação e meditação é Zen. Daí, se o Zen é a prática que nos leva a realizar a nossa verdadeira natureza, meditação é o processo que nos permite atingir esse resultado.&lt;br /&gt;
Não há nada particularmente misterioso na prática de meditação: é o exercício pelo qual ganhamos algum controlo e foco na nossa mente e depois usamos essa habilidade para o nosso progresso espiritual. Ao contrário de muitas outras religiões, no Budismo Zen acreditamos que cada um de nós é responsável pela sua própria evolução espiritual (o que noutras religiões é designado por &amp;quot;salvação&amp;quot;) e que essa evolução só tem lugar quando se medita.&lt;br /&gt;
No próximo post começaremos a pormenorizar a prática da meditação, mas neste explicaremos o seu contexto no Budismo Chan.&lt;br /&gt;
O termo &amp;quot;meditação&amp;quot; sugere a prática formal de meditação sentada (&amp;quot;zuo chan&amp;quot; em Mandarim) e embora tal seja pertinente à nossa prática, o Budismo Chan estende esta prática a todas as tarefas em que participamos. &amp;quot;Meditação Zen&amp;quot; refere-se tanto à prática formal de nos sentarmos para meditar como ao acto constante de prestarmos atenção ao que estamos a fazer e aos nossos pensamentos. Há assim duas vertentes distintas para a prática:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;a meditação que designamos por &amp;quot;formal&amp;quot; e que corresponde à prática sentada que normalmente associamos ao termo .&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;a atenção constante que se presta ao longo do dia ao que se faz, diz, e pensa.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Certamente que não se passa facilmente do nosso estado mundano a um de meditação sem alguma prática, e é nisto que é importante começar por praticar a meditação sentada e, assim que se tenha um comando sólido do processo, depois se passa à prática constante e diária de meditação.&lt;br /&gt;
É através desta prática que ganhamos intimidade com a nossa humanidade, desenvolvemos compaixão e realizamos a nossa natureza. &lt;br /&gt;
No próximo post indicarei em pormenor, os passos elementares para a prática da meditação formal.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:2800</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/2800.html"/>
    <issued>2009-09-16T19:35:17</issued>
    <title>Zen, Sabedoria, Moralidade e Meditação</title>
    <published>2009-09-16T18:41:26Z</published>
    <updated>2009-09-16T18:41:26Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Num post anterior vimos que a Via Óctupla se organiza em três grupos:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;Sabedoria&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Moralidade&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;Concentração (ou meditação)&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Neste post falaremos um pouco desta divisão e do seu significado. &lt;br /&gt;
À primeira vista, nada há de incorrecto em considerar que a Via Óctupla é o que é e que não necessita de organização ou de muita explicação e isso é particularmente verdadeiro quando se consideram os praticantes mais familiarizados com o Zen. Ainda assim, é sempre útil rever estes aspecto mais elementares do Budismo para se ter uma prática mais informada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com esta classificação tripartida, a Sabedoria reflecte os tipos de acções relacionadas com a nossa vida em sociedade, não só em relação a outros Budistas mas, literalmente, em relação ao mundo em nosso redor. Assim, é fácil compreender que a visão correcta nos permita considerar que nada à nossa volta tem natureza própria, que nada é independente, que há sempre uma outra perspectiva para além da nossa e que o nosso ego não é o rei do universo. Compreendemos também que ter uma intenção correcta é essencial a mantermos uma presença harmoniosa na sociedade, que uma intenção correcta se traduz numa &amp;quot;boa intenção&amp;quot;, o que no Budismo é enunciado como &amp;quot;não fazer mal&amp;quot; e depois, mais activamente, &amp;quot;fazer o bem&amp;quot;. Ainda de acordo com esta divisão, a Moralidade relaciona-se com a nossa postura individual, com uma colecção elementar de regras para conduta correcta: o discurso correcto tem a ver com falar para comunicar em vez de falar só pelo prazer de falar, com dizer a verdade e manter uma comunicação positiva, evitar maldizer seja o que for ou quem for, etc. Acções correctas têm a ver novamente em não só não se fazer mal, como se buscar activamente fazer bem; o Budismo não prescreve um código rígido de conduta: cada um de nós tem que saber o que é bom e o que é mau e agir de acordo com esses conceitos. Isto não quer dizer que o Budismo encorage o desenvolvimento de códigos de conduta pessoais mas sim que há inúmeras excepções no que se considera uma acção positiva e que cada um de nós tem a habilidade e a obrigação de fazer a distinção apropriada. O viver correcto tem a ver com a nossa conduta diária, com a maneira como nos portamos e conduzimos a nossa interacção com as outras pessoas e com o mundo à nossa volta. No Zen, e mais particularmente na nossa seita LinJi, o viver correcto tem a ver com o exercício constante da atenção, com o nosso esforço constante de estarmos presentes a cada momento e cientes de tudo o que se passa connosco e ao nosso redor.&lt;br /&gt;
Finalmente, a Concentração ou Meditação está relacionada com a nossa postura em relação à nossa mente e à maneira de a cultivarmos. Esforço, atenção e concentração são aspectos essencias da nossa prática mental, são elementos que temos que aplicar constantemente na nossa meditação. O esforço correcto é particularmente interessante porque ilustra o êmfase que o Budismo Zen põe em escolher sempre a opção mais equilibrada: esforço correcto tem a ver só mesmo com o que nome diz, ao contrário de fazer o mínimo possível ou de praticar constantemente para além do que seja razoàvel, o Budismo requer que cada um de nós faça sempre um esforço adequado à situação, isto poderá por vezes corresponder a um esforço grande a outras vezes a um esforço pequeno mas o que é importante é que exercitemos o nosso julgamento e senso comum em determinarmos qual é a medida correcta de esforço que temos que aplicar a cada situação.&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:2316</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/2316.html"/>
    <issued>2009-09-07T20:45:06</issued>
    <title>Contactem-nos</title>
    <published>2009-09-07T19:48:25Z</published>
    <updated>2009-09-07T19:48:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Se estiver interessado em explorar o Budismo Chan em maior pormenor do que oferecemos neste blog, por favor contacte-nos através do email: &lt;a href="mailto:Fa.Zhang.Chan@gmail.com?subject=Contacto"&gt;Fa.Zhang.Chan@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teremos imenso prazer em discutir assuntos de prática, ensinar meditação ou discutir pontos do Budismo Zen&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:2138</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/2138.html"/>
    <issued>2009-09-02T21:34:46</issued>
    <title>A Via Óctupla</title>
    <published>2009-09-02T20:42:33Z</published>
    <updated>2009-09-16T18:35:14Z</updated>
    <category term="meditação"/>
    <category term="zen"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Como indicámos no post anterior, o nosso sofrimento pode ser eliminado, é um problema que tem solução e essa solução é decidirmos seguir a Via Óctupla. Esta via divide-se em três grupos na seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Prajna&lt;/i&gt; - Sabedoria, que inclui os seguintes aspectos:
    &lt;ol&gt;
        &lt;li&gt;Vista correcta&lt;/li&gt;
        &lt;li&gt;Intenção correcta&lt;/li&gt;
    &lt;/ol&gt;
    &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Sila&lt;/i&gt; - Moralidade (ou Conduta ética) que inclui:
    &lt;ol start="3"&gt;
        &lt;li&gt;Discurso correcto&lt;/li&gt;
        &lt;li&gt;Acções correctas&lt;/li&gt;
        &lt;li&gt;Viver correcto&lt;/li&gt;
    &lt;/ol&gt;
    &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Samadhi&lt;/i&gt; - Concentração, que inclui:
    &lt;ol start="6"&gt;
        &lt;li&gt;Esforço correcto&lt;/li&gt;
        &lt;li&gt;Atenção correcta&lt;/li&gt;
        &lt;li&gt;Concentração correcta&lt;/li&gt;
    &lt;/ol&gt;
    &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Vamos debroçar-nos em maior detalhe sobre cada um destes aspectos nos nossos próximos posts, mas o que é importante realçar já é que o Budismo no geral e o Zen em particular, prescrevem que sigamos esta Óctupla Via se estamos deveras interessados em atingir a libertação do sofrimento. Qualquer prática que não se baseie nesta Via não é Zen.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:1929</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/1929.html"/>
    <issued>2009-08-24T18:46:30</issued>
    <title>Conversão - 2ª Parte - Em que é os Budistas Chan acreditam?</title>
    <published>2009-08-24T17:53:50Z</published>
    <updated>2009-08-24T21:03:52Z</updated>
    <category term="espiritualidade zen budismo chan"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ao debatermos a prática ou possível &amp;quot;conversão&amp;quot; ao Budismo, o primeiro aspecto sobre que nos debruçamos é o da fé: em que é que os Budistas acreditam? &amp;quot;Acreditar&amp;quot; não será o termo mais próprio, o Budismo é uma religião de prática e que incide fortemente na experiência pessoal. Ao contrário das religiões ocidentais - Cristianismo, Judaísmo, Islão - o Budismo não requer que se se acredite num Deus ou numa hierarquia de crenças. O Budismo não tem uma teologia no sentido de sustentar uma disciplina que estude um Deus e a sua possível relação com o homem. O que o Budismo tem é um imenso historial de exploração da mente e da natureza da Realidade, e todo este historial se reduz a quatro verdades elementares que o Buda Shaquiamuni articulou durante a meditação e que o levou à libertação. em vez de &amp;quot;acreditar&amp;quot;, todos os Budista reconhecem a profundidade das Quatro Nobres Verdades:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Dukha&lt;/i&gt; - &amp;quot;sofrimento&amp;quot; - este verdade indica que a vida é cheia de sofrimento e obstáculos, que vivemos num estado permanente de insatisfação, quer seja em relação às nossas finanças, ao nosso estado profissional, à nossa família, educação, status social ou qualquer outra ração que se queira pensar. A vida é um permanente estado de insatisfação, nunca temos o que queremos e nunca queremos o que temos, o que obtemos nunca chega.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Samudaya&lt;/i&gt; - &amp;quot;causa do sofrimento&amp;quot; - a causa do nosso constante sofrimento ou insatisfação é a nossa ânsia constante, estamos sempre à procura de mais, de melhor. Estamos sempre a comparar o que temos e o que somos com o que os outros têm ou com a nossa imagem do que deveríamos ser e do que deveríamos ter. Os Tibetanos pintam uma criatura alegórica que demonstra bem este princípio: é um ser vagamente humano que tem uma boca muito pequena e uma barriga imensa: tal como cada um de nós, a barriga é maior do que o que conseguimos comer, no fim, não interessa quanto comamos, estamos sempre com fome para mais.&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Nirodha&lt;/i&gt; - &amp;quot;cessar o sofrimento&amp;quot; - esta verdade indica-nos que não há razão para vivermos insatisfeitos, que há maneira de parar essa insatisfação. Um pouco como nas Ciências, o Budismo identifica um problema, detecta-lhe a causa e prescreve uma solução. Por muito ou pouco que a esperança nos anime, pudemos estar cientes que é possível derrotar o nosso sentido constante de insatisfação&lt;/li&gt;
    &lt;li&gt;&lt;i&gt;Marga&lt;/i&gt; - &amp;quot;o caminho que acaba com o sofrimento&amp;quot; - esta verdade diz-nos que ao seguirmos a Via Óctupla estamos a caminho de eliminar o sofrimento. Como veremos, esta via é essencial para a prática do Budismo e constitui os alicerces de uma sólida prática de Chan.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Como indicávamos acima, estas verdades não são dogmas em que se acredite mas sim observações que cada um pode fazer sobre a vida em geral. Não é necessária grande educação, fé ou habilidade filosófica, a mera observação do curso das nossas vidas nos levará ao reconhecimento destas verdades. Este reconhecimento é o primeiro passo para a prática do Budismo.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:1693</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/1693.html"/>
    <issued>2009-08-17T18:45:05</issued>
    <title>Conversão ao Budismo - Primeiras Considerações</title>
    <published>2009-08-17T17:46:09Z</published>
    <updated>2009-08-17T17:46:09Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&amp;quot;Conversão&amp;quot; é um termo que pode ter conotações negativas. Como todos nascemos e crescemos no seio de uma religião, a nossa conversão a uma outra acarreta um certo sentimento de perca e de alienação. É quase um pouco como se estivéssemos a negar a nossa raíz cultural, e é por isso que muitos resistem mudar a sua orientação religiosa ainda que, por vezes, se sintam desconfortáveis com a que praticam.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;De um ponto de vista emocional, a conversão ao Budismo não é particularmente fácil num País como Portugal: o Budismo parece-nos fortemente alheio; é, no fundo, uma religião que identificamos com o Extremo Oriente e que conota uma herança cultural que nos é estranha. Há quem estude, entenda e até chegue a practicar o Zen sem chegar a ter a coragem de tomar o último passo e reconher que a sua conversão já teve lugar.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Ao se considerar a conversão ao Budismo Chan, e apárte a consideração de que convém ter-se bastante familieridade com os princípios da Religião, é importante ter-se em mente que o Chan não requer mudanças de cultura. Tanto como ao longo da sua expansão pelo Oriente o Chan se adaptou à cultura Coreana e se passou a lá chamar Son, e como ao passar para o Japão se passou a chamar Zen, o Chan está preparado a adoptar os nossos modos culturais ao se espalhar pelo Ocidente.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;A prática do Chan não requer vestimentas especiais, não requer implementos particulares nem uma mudança de dieta ou de regime de vida que vão contra as normas culturais Ocidentais. Claro que é recomendável que se reduza o consumo de carne, que se deva observar os preceitos morais apresentados na Via Óctupla, mas nada disto implica que os praticantes se transformem em vegetarianos intrasigentes ou que levem uma vida de monges.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;O que é de principal importância é que cada praticante se empenhe a practicar a Via Óctupla, e que se dedique a considerar a mais sensata opção de vida. A nossa Ordem está empenhada a trazer o Chan ao Ocidente e não em transformar os practicantes ocidentais em pseudo-monges.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;No próximo post faremos mais menções sobre o que acarreta uma conversão ao Budismo Chan.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:1056</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/1056.html"/>
    <issued>2009-08-11T18:55:48</issued>
    <title>Verdadeira felicidade - Versão Zen Budista</title>
    <published>2009-08-11T17:57:20Z</published>
    <updated>2009-08-11T17:57:20Z</updated>
    <category term="citações"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Feliz é o homem que quer aquilo que tem, e não o homem que tem aquilo que quer.&lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:842</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/842.html"/>
    <issued>2009-08-10T19:43:40</issued>
    <title>Zen ou Chan, qual é a diferença?</title>
    <published>2009-08-10T18:44:01Z</published>
    <updated>2009-08-10T18:44:26Z</updated>
    <category term="zen"/>
    <category term="história"/>
    <category term="chan"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;A resposta mais simples é que &amp;quot;Chan&amp;quot; é o termo Mandarim para &amp;quot;Zen&amp;quot; ou... &amp;quot;Zen&amp;quot; é o termo Japonês para &amp;quot;Chan.&amp;quot; &lt;br /&gt;
A resposta mais complicada é que, no fim, não importa. &amp;quot;Chan&amp;quot; é o termo em Mandarim para &amp;quot;dhyana&amp;quot; - o termo em Sânscrito para &amp;quot;meditação&amp;quot;, ao ser levado para o Japão, &amp;quot;chan&amp;quot; transformou-se em &amp;quot;zen&amp;quot; e ao ser levado para a Coreia, transformou-se em &amp;quot;son&amp;quot;. Dado o relativo isolamento da China em relação ao Ocidente durante grande parte do século passado, e o facto de a cultura Japonesa ter tido alguma expressão no Ocidente (particularmente nos Estados Unidos) após a Segunda Guerra Mundial, os termos Japoneses para as diferentes seitas e prácticas Budistas ganharam primazia nos vocabulários Ocidentais. Assim, ouvimos falar de &amp;quot;Zen&amp;quot;, &amp;quot;zazen&amp;quot; e de &amp;quot;Roshi&amp;quot; em vez de &amp;quot;Chan&amp;quot;, &amp;quot;zuochan&amp;quot; ou &amp;quot;Shifu&amp;quot;, preferimos os termos Japoneses aos Chineses meramente por familieridade. Não há termos &amp;quot;correctos&amp;quot;, apenas termos mais ou menos familiares.&lt;br /&gt;
Neste blog tentaremos usar termos Chineses excepto nos casos em que o termo Japonês tenha se tenha institucionalizado - o que será por exemplo, o caso de Zen.&lt;br /&gt;
Mas para além destas diferenças linguísticas, que diferenças é que há entre as duas tradições? &lt;br /&gt;
Como em muito que se relaciona com o Budismo, há diferentes níveis na nossa resposta: a um nível elementar, não diferença entre Chan e Zen, ambos descrevem a práctica Budista fundamental de realizarmos a nossa natureza fundamental e o vazio que permeia tudo; a um nível etnológico, o Chan está imbuído de influeèncias culturais Chinesas enquanto o Zen de influências Japonesas. Assim, os paramentos e ritos seguem os parâmetros da cultura em que o Chan é practicado. Por exemplo, o Chan tem uma vertente fortemente monástica enquanto que o Zen mistura esta inclinação ao monasticismo com a existência de sacerdotes que vivem fora de mosteiros, têm a sua família e regem templos que são herdados de pai para filho. Na China a práctica monástica derivou ao longo dos séculos da necessidade de transformar uma criança iletrada de um qualquer canto do império num membro educado da sangha. Dada a extensão do País e a sua dinâmica histórica isto só tem sido possível através de instituições monásticas. No Japão, dada a sua densidade populacional e uma articulação cultural diferente, o Zen evoluiu por duas vias: uma monástica similar ao modelo Chinês e uma outra sacerdotal mais adaptada à cultura local.&lt;br /&gt;
Não obstante estas diferenças de organização, o que é importante realçar é que a práctica do Chan/Zen é a mesma em qualquer cultura, que a sua orientação é a nossa realização da nossa verdadeira natureza, e que a bagagem histórica ou ritual é francamente menos importante que este objectivo.&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:zenportugal:640</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://zenportugal.blogs.sapo.pt/640.html"/>
    <issued>2009-08-10T19:42:19</issued>
    <title>Benvindos</title>
    <published>2009-08-10T18:42:41Z</published>
    <updated>2009-08-10T18:42:41Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Benvindos ao blog em Português da Ordem Zen Budista de Hsu Yun. Este blog tem por missão divulgar os ensinamentos Chan (o original Zen Chinês) no mundo Lusófono, de acordo com a escola Lin Chi (&amp;quot;Rinzai&amp;quot; em Japonês) e tal como transmitidos pelo Mestre Hsu Yun.&lt;br /&gt;
Este blog está afiliado na Zeb Buddhist Order of Hsy Yun, um ministério Chan virtual originado pelo Mestre Jy Din no Mosteiro de Hsu Yun em Honolulu, Hawaii, e gerido pelo Abade, o Rev. Chuan Zhi Shakya.&lt;br /&gt;
Ao longo do tempo iremos introduzindo os ensinamentos Chan de acordo com a nossa tradição.&lt;br /&gt;
Dado a nossa orientação de nos abstermos de agendas politicas, a tanto este blog como a ZBOHY não estão associados com o Fa Lun Gong nem com quaisquer outros grupos que sejam ilegais na República Popular da China, em Portugal ou em qualquer outro país.&lt;br /&gt;
As opiniões expressas neste blog não são necessáriamente as da ZBOHY, da Direcção da Ordem ou dos seus Directores Espirituais&lt;br /&gt;
 &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
</feed>

